Porque existir é senão resistir, trauteiam as rolas: “J’existe”! (de António Barros)

Elementos resgatados em três geografias diferentes: Coimbra [texto], Som da Rola Turca [Ilha de Porto Santo e Freguesia de São Silvestre_periferia de Coimbra].

Claro que a usar a língua francesa, neste momento poderemos ouvir também as rolas a dizerem (aos franceses):  Resiste!

António Barros, Coimbra, 6 maio 2017

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Convite: “Dois Acontecidos Happenings” & Outras Performatividades| 21 Abril 2017

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O Ser Convulso

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Por vezes há palavras convulsas. Como peixes a quererem saltar para fora do lago na ilusão que fora dali terão melhor sorte. Como algas na subida das marés acabando condenadas a secarem ao sol. Por isso temos necessidade de as dizer. Toda uma ânsia de dizer. Palavras.

Há palavras que surgem em verbo. Que se educam no verbo. São um verbo. E educar é um deles. Transitivo ele resulta convulso. Educar é um verbo convulsivo. Traz essa condição aristotélica, quando este nos diz que somos aquilo que fazemos repetidamente. O ser convulso.

Ser é dizer. E dizer repetidamente. Educar é ser repetidamente. Até a exaustão sem nunca poder ser exausto. E é essa fronteira limite o abismo entre o desastre e a sabedoria.

Educar é a navegação nesse fio de navalha. O perigo.

EducAção é uma EducArte. Uma Arte perigosa, por isso todo o seu vulto de fascínio. Vulto de um corpo mutável. Mutante. Que tantas vezes nem existe. Porque é já em si a própria existência. Existência de conceito.

Educar é traballhar o conceito. É o querer saltar para fora do próprio conceito. Nessa ilusão de redescobrir o sentido que quer ganhar novo sentido. Como o peixe que, na ilusão, quer saltar fora do lago.

Educar é ser peixe voador.

Ser um ser de voo recidivante, entre o salto e o mergulho. Entre a luta e o sossego. Entre a guerra e o repouso do guerreiro. Todo esse abismo. 

Ouso repetir, repetidamente, “até a exaustão” [sem querer ser exausto] que fazer arte, fazer poesia é educar. Mas esse dizer, repetidamente, é poema, é um grito. Um gRito. E todos os gritos se ritualizam. Se repetem. Repetidamente. É um grito a querer dizer que a Arte é. EducArte.

António Barros, Casa da Escrita, Coimbra, 27 março, 2016

António Barros em RTP_M “Madeira à Vista”| Episódio 9

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Entrevista a António Barros, RTP_M “Madeira à Vista”, adiada| 8 SET 2016

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Entrevista a António Barros, RTP_M “Madeira à Vista”| 2 SET 2016

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António Barros :: Com Pés de Vegécio, 3 a 5 de Set. de 2015 | Boa Vista, Roraima – Brasil

António Barros, “Com Pés de Vegécio”, de 3 a 5 de Setembro de 2015, Boa Vista, Roraima – Brasil

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António Barros :: COISAS REAIS, 6 de Dez. de 2014 a 11 de Jan. de 2015 | CAAA, Guimarães

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António Barros :: Medo Vaso Infinito, 2014

BN_A Bandeira Nacional [Estudo de requalificação], de António Barros, 2014

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